Sobre
Histórico
No segundo semestre de 2022 a Gerência de Tecnologia de Informação (GTI) sob a liderança da Supervisão de Desenvolvimento e Sustentação de Sistemas de Tecnologia da Informação (SDSS) e colaboração das unidades Embrapa Hortaliças e Embrapa Agroenergia, iniciou um programa para modernizar a stack de desenvolvimento de softwares institucionais. Este programa pretendia prospectar novas plataformas para o desenvolvimento e sustentação de software institucional que atendessem às necessidades do negócio e as mais modernas práticas de gestão, engenharia de software e estruturas de arquitetura existentes.
Como solução escolhida para avaliação, a equipe da GTI/SDSS optou por direcionar a análise para a plataforma Microsoft .NET e seus produtos de suporte (.NET Core, ASP.NET Core, Visual Studio e Azure Devops) e containers docker. Para determinar a viabilidade de uso destas soluções o projeto foi conduzido no formato de POC (Proof of Comcept). Ao final foi possível observar que tanto a plataforma .NET quanto o ferramental de suporte disponível na solução Azure Devops atendiam aos requisitos técnicos mínimos permitindo assim que estas soluções possam ser integradas ao processo de desenvolvimento de software institucional da Embrapa.
No final de 2023 iniciou-se a segunda etapa do programa com o projeto de confecção de um “Piloto” inteiramente sobre a nova plataforma e ferramental de suporte. Este novo projeto tinha por objetivo:
- Construir um “boilerplate” ou template básico para construção de aplicações web na plataforma .NET;
- Recodificar uma solução institucional utilizando o boilerplate construído;
- Montar pipelines de CI/CD automatizados;
- Publicar e hospedar a solução construída em container na plataforma Docker.
Durante a execução deste segundo projeto, para se adequar às restrições de licenciamento de algumas soluções, foram substituídos a IDE do Visual Studio pelo Visual Studio Code e o ferramental de gestão e suporte do Azure Devops pelo Gitlab “on premise” na Embrapa. Contudo esta troca não afetou significativamente o projeto e foi possível concluir mais esta etapa disponibilizando o novo catsoft em julho/2024.
Entre julho de 2024 e fevereiro de 2025 foram desenvolvidas novas soluções utilizando esta plataforma, notadamente a substituição de várias API’s em java por versões gerenciadas com o novo API manager. O boilerplate também foi atualizado para seguir modelo atualizado disponiblizado pela Microsoft e incluir a nova biblioteca de Layout o Bootstrap Blazor.
No início do segundo trimestre de 2025 a Gerência da GTI, objetivando simplificar a gestão de recursos de infraestrutura, eliminar duplicidades de ferramentas de gestão e padronizar a governança das soluções, determinou que as aplicações desenvolvidas no âmbito do embrapa4dev fossem migradas para gestão na solução do Embrapa I/O.
Na release de Junho/2025 a SDSS e a Supervisão de Desenvolvimento de Ativos Digitais (SDAD) disponibilizaram o boilerplate blazorpost como boilerplate padrão do Embrapa I/O.
Entre o segundo semestre de 2025 e o primeiro de 2026 o boilerplate passou por sua maior evolução desde a criação, em três frentes:
- Autenticação: o Google OAuth foi substituído pelo Keycloak (OpenID Connect) como Identity Provider institucional, com revinculação transparente das contas já migradas e suporte a autocadastro de usuários externos;
- Dados corporativos: o consumo das APIs de empregado e unidade via API Gateway deu lugar à leitura direta do MongoDB do ETL corporativo, encapsulada em gateways institucionais;
- Arquitetura: a solução foi modularizada — o projeto único deu lugar a uma solution multi-projeto (host,
CoreeIntegracoes), na qual o domínio de negócio de cada solução derivada vive em bibliotecas próprias, com a fronteira entre plataforma e domínio garantida pelo compilador. O objetivo é permitir que correções e melhorias feitas na base cheguem às soluções derivadas por merge, e não por cherry-pick manual.
No mesmo período os boilerplates foram migrados para o .NET 10. O detalhamento da nova arquitetura está na seção Modularização.