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Definições importantes no SIExp

O experimento deve ser composto por unidades experimentais, às quais se aplicam tratamentos experimentais. Os tratamentos são representados por uma fonte de variação ou uma combinação delas. A aplicação das fontes de variação sobre as unidades experimentais é definida pelo delineamento experimental utilizado. Normalmente se usam duas ou mais repetições e casualização, mas também é possível criar experimentos com apenas uma repetição e sem casualização (ordem pré-definida de tratamentos nas parcelas).

Produto ou tema

Produtos são definidos no SIEXP para conveniência na gestão das listas de padrões e indexação dos experimentos. Um produto pode corresponder a uma espécie (ex. Arroz = Oryza sativa), ou incluir várias espécies de um mesmo gênero (ex. Algodão = Gossypium spp), ou ainda incluir vários gêneros que compartilham grande parte das variáveis experimentais (ex. “Forrageiras Gramíneas Tropicais”, “Maçã e Pera”, “Caprinos e Ovinos”). Por outro lado, uma mesma espécie pode ser dividida em dois ou mais produtos, por exemplo, “Bovinos de corte” e “Bovinos de leite”. A decisão quanto à definição do escopo de um produto depende sobretudo das equipes envolvidas, visando a facilitar a gestão dos padrões experimentais, sendo que para todo produto deve haver um Gestor de Padrões Experimentais. Novos produtos podem ser criados a pedido dos usuários. Para organizar o processo, solicita-se que este pedido seja feito através da chefia de P&D.

De forma complementar, Temas são áreas do conhecimento cujos padrões não são específicos de produtos. As listas temáticas visam a garantir a homogeneidade e evitar a repetição dos padrões em todas as listas de produtos. Exemplos de temas que têm suas listas próprias são “Agrotóxicos”, “Fertilizantes”, “Entomologia”, etc. Da mesma forma que para produtos, cada tema tem seu Gestor de Padrões Experimentais.

Padrão experimental

Para garantir a organização e compreensão dos dados experimentais, bem como, permitir a recuperação e a combinação de diferentes experimentos em análises conjuntas e outras técnicas de mineração de dados, o SIExp utiliza padrões experimentais, que podem ser fontes de variação ou variáveis.

As listas de variáveis e fontes de variação estão sempre associadas a um produto ou tema, a fim de facilitar sua busca e gestão. Há um gestor de padrões para cada produto ou tema, o qual é responsável pela curadoria das listas de variáveis e fontes de variação. Os gestores de padrões podem cadastrar fontes de variação ou variáveis novas ou analisar os pedidos de inclusão feitos pelos usuários.

Fontes de variação

São fatores controlados, aplicados às unidades experimentais, com o objetivo de avaliar seus efeitos. Níveis da FV: cada uma das diferentes classes ou valores das fontes de variação usadas no experimento. As fontes de variação estão associadas a um produto ou tema. Exemplos de fontes de variação, são: genótipo, cujos níveis são cada uma das cultivares ou linhagens disponíveis; planta de cobertura, possuindo como níveis as espécies de plantas utilizadas como plantas de cobertura; uréia cujo nível é um valor numérico (kg ha-1); etc.

Variáveis

Observações, determinações ou mensurações feitas sobre as unidades experimentais ou amostras advindas destas, seja por meios visuais, com instrumentos ou através de análises laboratoriais.

Tratamento experimental

Um tratamento corresponde aos níveis de uma fonte de variação ou a combinação dos níveis de duas ou mais fontes de variação.